E o que eu poderia criar? Deu-me na telha a vontade de andar.
Meu andar pode ser cheio de segredos.
A cada passo que eu dou,
batuco o chão.
Você pode dançar o meu batuque?
O que eu poderia dizer sem mentir?
Meu peito é cheio de suspiros.
A cada lembrança nossa,
acumulo mais ar.
Você pode me acompanhar se eu começar a flutuar?
E agora, o que eu faço com isso?
Meu corpo é cheio de vontades.
Ele está preso num único instante;
o instante em que o moço que não sabia sorrir, sorriu.
Você pode me libertar disso?
Alê Quites
Um convite... apenas para lembrar o quanto podemos fazer desses instantes únicos que a vida nos presenteia. Então segure-os. Não deixe que voe essas sensações efemeras. Não há como escapar da palavra, do vento, da chuva, do sonho, do amor.


