quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Límpidos
Vamos ser...
Nítidos
Claros
Transparentes
Serenos
Francos
Até ingénuos...é natural que assim seja!
Porém, não vamos deixar que nenhuma nuvem atrapalhe a límpidez da nossa história!
Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Sem razão
Foge do meu entendimento
esse silêncio revelado
quando se tem tanto a compreender-se!
...não vamos deixar nada por dizer, nada por fazer...
©Carmem Gomes
esse silêncio revelado
quando se tem tanto a compreender-se!
...não vamos deixar nada por dizer, nada por fazer...
©Carmem Gomes
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
É difícil...
Indefesa...sem resistência...é assim que me sinto!
como se um vento forte e tempestuoso prolongasse o que se passa dentro de mim...
Exigindo-me o improvável... fazer com que esse vento leve tudo!
Não é fácil...
Mas...como tudo na vida passa...
ventos fortes também são temporários!
©Carmem Gomes
Silêncio...
Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa
Tua Dádiva
Acolhe-me em teu abraço,
Com teu olhar me afirma:
Com teu olhar me afirma:
aquele espaço a teu lado
é o porto da minha viagem,
meu lado de rio, minha margem.
Abriga-me no teu corpo
Para que o meu se desdobre
Em onda de mar ou concha.
Aceita-me e me recria
Como nem eu me conheço:
Em ti parece que chego
Como uma coisa concreta,
Algo que avança e se adianta,
E só assim se desdobra,
Pois antes era miragem.
Recebe-me em duas partes:
Aquela que o mundo avista,
E a outra, a verdadeira,
Chão da tua sombra que passa,
E da tua luz que se planta
Para não dizer adeus / Lya Luft
O silêncio dos amantes
Estendi a mão por qualquer coisa inocente
uma pedra, um fio de erva, um milagre
preciso que me digas agora
uma coisa inocente
Não uses palavras
qualquer palavra que me digas há-de doer
pelo menos mil anos
não te prepares, não desejes os detalhes
preciso que docemente o vento
o longínquo e o próximo
espalhe o amor que não teme
Não uses palavras
se me segredas
aquilo que no fundo das nossas mentiras
se tornou uma verdade sublime.
José Tolentino Mendonça
(...)
Concedo-me o direito de criar e (Re) criar sempre o nosso sentir...
Compreendo que preciso tornar-me extensiva
para que tudo fique...para que tudo contenha
Pois, cada momento que tivemos, abrangeu o quanto nos tornamos únicos
Desdobrou-se na forma concreta do que sonhamos
Superaram todas as nossas expectativas
Feito luzes em espelhos
Multifacetadas sob mil aspectos
Evidenciando um vasto mundo
O nosso mundo indecifrável
[...]
Olha...não faz silêncio!
Não deixe que nada confunda as nossas vontades
Pertubem as nossas memórias
Determinem espaços de tempo
[...]
Sem medos...
Pois o medo estraga
O medo é permissivo
Impõe suas regras e nos obriga a aceitá-las...
E então...assim de repente...
Tudo deixará de ser o nosso sonho!
©Carmem Gomes
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