sábado, 5 de junho de 2010

Eu quero muito...

Que nossos momentos durem breves eternidades
Que sejam intensos, marcantes
Que colem em nossas almas
Que durem para todo o sempre os poucos segundos
Que independa de relógios a cronometrar
Que nada tentemos explicar
Que só possamos perceber
O toque, a vontade, o cheiro
Que sejamos eternos cúmplices desse querer
Como se apenas fossemos naúfragos
Desse tempo
O tempo que podemos ter!
Que assim seja!

Triangulo Isósceles

Corpos entrelaçados
Bem acordados
Não era ilusão.
obra de um grande artista
surrealista
Em tri dimensão.
Um triângulo isósceles
Feito de carne crua
Um triângulo de amor
Com gente e lua.
Corpos envenenados
Aquecidos por aquele vinho.
línguas feito serpentes
Se enroscando
num mesmo ninho.
Um triângulo isósceles
Feito de carne crua
Um triângulo de amor
Com gente e lua.


Ana Cristina de Moraes

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Navegar é preciso


Aqui não faço poesias
Apenas me permito ousar explicar o inexplicável!
É só a forma que possuo para cultivar a sedução de um querer
Espaço onde fragmento
Ao ritmo velado de ternura
Os meus mais inquietantes desejos.
E na minha relação incerta com as palavras
Me deixo flutuar!
Estabeleço aqui meu querer
Ansiar por uma chuva que chegue mansinha 
E faça o mar do céu de palavras se desmanchar aqui
Sugerindo a coesão de meus pensamentos.
E em palavras sopradas feito brisa suave eu possa juntá-las
Fazendo com que eu continue a sussurar sinfonias
Sugerindo pedir a Deus pra sempre poder
te recitar um poema
Só pra ver você dormir...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Escolho a ousadia

Há um que de transgressão em uma espera!
...
Dispensada a aparência serena
A alma em ebulição
Contorna em linhas secretas
As tramas dos pensamentos mais inquietos.
Criando contornos surpreendentes
Um fingir de calmaria aparente com pitadas secretas de pensamentos ousados
Opto por esse transgredir
misto de paraíso e delírio na minha mais intensa rebeldia
E nesse navegar disfarçado
Me resta domar o ritmo desses pensamentos
Apenas para que eu possa saborear o correr das águas
E que nada ao redor se aperceba
desses pensamentos tão inquietos e insanos...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia branco

Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde agente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse canto
Esse tão grande amor
Grande amor
Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo
Comigo, comigo

Geraldo Azevedo/Renato Rocha

Nudez

Estávamos nus um frente ao outro. Não nos sentíamos tímidos ou envergonhados. Estivemos assim, despidos, desde a primeira vez. Aonde nenhuma palavra poderia ser duvidosa, nenhum gesto incerto. Nós possuímos uma verdade absoluta: não queríamos mais nada além de uma possibilidade. De uma chance que nos trouxesse a vida novamente. É bom estar nu na frente de quem se ama, nenhuma máscara finge a feição da face, nenhum pano esconde o que o outro já conhece a dedos e bocas. O corpo tenta esconder a alma, mas a alma também está nua, e dançando, na retina dos olhos.

(Cáh Morandi)

Intervalo

Amor... poucas luas e te terei por inteiro... a um toque de minhas mãos!
Não mais em sonho por tras de uma película invisivel de um querer
Não mais com intervalo de tempo determinando regras
Não mais pensamentos concebidos no mais eterno ímpeto
Espero-te em beijos, simples beijos
Roubando-te dos sonhos que nos restam
anulando todo esse espaço vago e inerte entre as coisas que nos separam
E por fim, estando ao meu alcance...
Dissolver todo o amargo que a distancia impõe
E para que tudo se demore
Em eternos e doces momentos...
Desde já... pressinto-te!